Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense - 21 de outubro de 2017
Abril 2016

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Papa elogia Lutero, mas descarta avanços rápidos no ecumenismo

No segundo dia de visita à Alemanha, o Papa Bento 16 decepciona religiosos que esperavam progressos rápidos na questão do ecumenismo. No Convento dos Agostinianos de Erfurt, onde o reformador Martim Lutero viveu como monge há 500 anos, o papa Bento 16 apelou na sexta-feira (23/09) para que se dê ênfase não à divisão, mas “às grandes semelhanças” entre as Igrejas.

O Papa não abordou as diferenças concretas entre as Igrejas Católica e Evangélica. O que é mais necessário para o ecumenismo, disse Bento 16, é que “sob a pressão da secularização, não percamos quase despercebidamente as grandes semelhanças, que são as que nos fazem realmente cristãos”.

Em encontro de quase uma hora, Bento 16 e diversos representantes da Igreja Católica conversaram com uma delegação da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD, na sigla em alemão) no mosteiro em Erfurt.

Bento 16 classificou as afirmações que antecederam sua visita de que ele traria um “presente ecumênico” para a Alemanha como “um equívoco político da fé e do ecumenismo”. Nas palavras dele, “a fé não é algo que se possa negociar”.

De qualquer forma, na sala capitular do mosteiro agostiniano, o Papa surpreendeu os presentes com uma apreciação positiva do reformador Martinho Lutero. “Como bispo de Roma, é um momento emocionante encontrar-me aqui no antigo Convento dos Agostinianos de Erfurt com representantes da Igreja Evangélica da Alemanha. Aqui Lutero estudou teologia. Aqui ele foi ordenado padre em 1507. Contra o desejo de seu pai, ele não estudou Direito, mas teologia, e partiu para o caminho do sacerdócio na congregação de Santo Agostinho. Nesse caminho, o que lhe importava não era isso ou aquilo”, afirmou o pontífice.

Bento 16 prosseguiu: “O que o motivou foi a questão divina, que sempre foi a paixão profunda e a força motriz de sua vida e de todo o seu percurso. ‘Como eu posso alcançar um Deus misericordioso?’ Essa pergunta lhe atingiu o coração e esteve sempre por trás de todas as suas buscas e lutas teológicas”.

Após a reunião entre representantes das duas igrejas, seguiu-se um culto ecumênico sem comunhão eucarística, do qual participaram também o presidente alemão, Christian Wulff (que é católico), e a chefe alemã de governo, Angela Merkel, que é filha de um pastor protestante.

O presidente da Igreja Evangélica da Alemanha, Nikolaus Schneider, defendeu uma comunhão conjunta, principalmente para os fiéis que “vivem em casamentos e famílias intereclesiais”. Até o momento, a Igreja Católica rejeita a eucaristia comum entre as duas religiões. Posteriormente, Schneider declarou que os representantes evangélicos consideraram o encontro positivo e que não foi surpresa que a reunião não tenha trazido progressos concretos para a questão ecumênica. “Eu não estava esperando que o Papa viesse com um contrato”, disse Schneider.

Com informações da Deutsche Welle

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EDIÇÃO • Abr/2016

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