Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense - 21 de outubro de 2017
Abril 2016

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OCDE condena discriminação social no sistema escolar alemão

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aconselhou a Alemanha a fazer reformas abrangentes no sistema educacional. A fim de incentivar a formação de mão-de-obra qualificada, a organização sugere - entre outras coisas - a fusão dos dois tipos de escola que conduzem à profissionalização, hauptschule e realschule.

Em um relatório econômico sobre a Alemanha entregue na quarta-feira (09/04) ao ministro da Economia em Berlim, Michael Glos, a OCDE desaconselha o envio de crianças de apenas dez anos para diferentes sistemas escolares.

Propostas de reforma para todos os níveis educacionais

A organização também sugere que as anuidades para cursos universitários sejam parcialmente reembolsadas de acordo com os rendimentos do estudante. Também seria recomendável elevar a qualidade da formação de professores e transformar em graduação universitária a profissionalização de educadores de pré-escola.

O governo federal também deveria repensar seu plano de pagar uma quantia mensal para os pais que prefiram educar seus filhos em casa, em vez de enviá-los aos jardins-de-infância. Afinal, segundo avalia a OCDE, a formação infantil inicial é decisiva para o êxito escolar - sobretudo no caso de escolares estrangeiros ou provindos de famílias pobres.

O relatório econômico da OCDE contém recomendações consensuais dos outros 29 países-membros à Alemanha. O documento também contém pareceres sobre o desenvolvimento da conjuntura e sobre a política fiscal no país.

Sistema escolar corrobora diferenças sociais

O sistema de enviar as crianças a partir de dez anos a diferentes tipos de escola, algo que existe somente na Alemanha e na Áustria, seria uma importante razão para a desigualdade de chances no sistema escolar alemão, avalia o relatório com base em diversos estudos recentes.

Em nenhum outro país industrializado, a chance de êxito escolar de uma criança é tão dependente de sua origem social como na Alemanha, alerta a OCDE. Quanto mais cedo as crianças forem enviadas a escolas diferentes, pretensamente de acordo com seu talento, maior é o risco de equívocos por parte dos professores e dos pais.

Segundo avaliação da organização, o sistema escolar alemão não seria nada permeável. Para 60% dos escolares, uma posterior mudança de escola significa automaticamente um rebaixamento. Apenas 20% dos alunos que resolvem mudar passam para uma forma de escola que permite maior qualificação.

Eliminar barreiras entre os tipos de escola média

A OCDE considera positiva a iniciativa de diversos estados do Leste alemão, a ser adotada futuramente também na Renânia-Palatinado, em Schleswig-Holstein e em Hamburgo, que une em um único tipo de escola a hautpschule e realschule, correspondentes aos níveis de qualificação inferior e médio. Isso contribui para atenuar a rigidez do sistema escolar alemão.

O relatório também revela a diminuição do número de estudantes universitários na Alemanha, em comparação com outros países. Até na qualificação profissional básica, que corresponderia ao segundo grau completo, a Alemanha fica aquém de outros países. Os profissionais entre 45 e 64 anos são mais qualificados que a atual geração entre 25 e 34 anos, demonstra o estudo.

A presidente da Comissão de Educação do Bundestag, Ulla Burchardt, advertiu que o governo federal e os estados levem a sério as recomendações da OCDE. A falta de mão-de-obra qualificada e a falta de preparo profissional da população ativa seriam um grande obstáculo para uma política econômica inovadora.

DEUTSCHE WELLE

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EDIÇÃO • Abr/2016

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