Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense - 22 de agosto de 2017
Abril 2016

NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas novidades em seu e-mail.


Edição - Abril 2016

Fé e Vida

Brasil - Igrejas manifestam-se sobre a crise política no país

Organismos ecumênicos e as principais igrejas publicaram declarações e manifestos em março sobre a crise política e institucional que afeta o Brasil. Na pauta dos manifestantes, a corrupção e o desejo de combatê-la, as manifestações contra e a favor do governo, a preocupação com a escalada da violência, a defesa das instituições e da democracia. Presbiterianos, católicos, luteranos e organismos ecumênicos publicaram textos a respeito. Nesta edição, O Caminho destaca as manifestações do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs-Conic e da IECLB.

IECLB pede calma – Com um texto intitulado “Do confronto ao diálogo”, a Presidência da IECLB exorta que o acirramento do confronto não produz bons resultados. Ao lembrar que “o Brasil conquistou a democracia a duras penas”, o pastor presidente Nestor Paulo Friedrich adverte que ela só pode crescer e florescer onde há diálogo. 

Para Friedrich, a realidade no país mostra que cresce a tensão e “estamos desaprendendo a dialogar”. A conversa deu lugar a “gritos e empurrões”, em meio ao confronto “a qualquer custo”.

Citando um documento autocrítico de 1517 sobre a Reforma, a presidência da IECLB vê semelhanças. “Os controversos queriam refutar e vencer seus oponentes, muitas vezes exagerando de modo deliberado os conflitos, ao invés de buscar soluções”, num processo em que “preconceitos e mal-entendidos tiveram um grande papel na caracterização da outra parte”, afirma o documento.

“A democracia, a política, a cidadania, a palavra como meio – é o que dispomos para, como gente cidadã, buscar o bem e não o mal”, conclama Friedrich.

Conic e democracia Para o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs-Conic, a atual crise coloca em risco a democracia e o estado de direito no Brasil. A declaração da entidade ecumênica brasileira afirma que os acontecimentos exigem “profundas reflexões sobre o atual momento”. Enquanto enaltece o envolvimento da população no debate e sua luta contra a corrupção, manifesta supresa e preocupação com o “processo de judicialização da política” e o risco disso para a democracia.

A entidade defende os direitos constitucionais e aponta para a crescente inobservância do amplo direito à defesa, do contraditório e da imparcialidade em alguns julgamentos. Para o Conic, “polarizações, coerções e uso abusivo de poder não são condizentes com a prática da justiça”. 

A democracia “precisa garantir espaços seguros de diálogo, debate de ideias e projetos sem que os adversários políticos sejam considerados inimigos a serem aniquilados a qualquer custo”. 

Enquanto pede respeito aos resultados das últimas eleições, o Conic alerta que “o recrudescimento dos aparatos repressivos do Estado está reescrevendo uma história no país que não gostaríamos de ver repetida”. Segundo a entidade, “interesses privados e caprichos políticos não devem ser colocados acima do bem coletivo”.

Enquanto acusa a “mídia partidarizada e tendenciosa” de estimular a polarização, o Conic exorta os brasileiros a “expressar pacientemente sua opinião e posição”, evitando o uso da violência e da ilegalidade. “Precisamos, antes de tudo, preservar a nossa jovem democracia, o Estado de direito e as conquistas sociais que a sociedade brasileira alcançou nos últimos anos”, conclui o texto.

Da Redação

Voltar
ÚLTIMA HORA

EDIÇÃO • Abr/2016

ASSINATURAS
Receba O Caminho em sua casa
Assinatura anual R$ 55,00
Assinatura de apoio R$ 65,00

Ligue: (47) 3337-1110

Entre em contato