Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense - 22 de agosto de 2017
Abril 2016

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Edição - Abril 2016

Opinião

Terra Brasilis

Uma palavra, afinal

A manifestação das igrejas sobre o imbróglio em que nos metemos como nação foi esperada e necessária. As igrejas estão antenadas, afinal, e resolveram dizer alguma coisa.

Segundo alguns, entretanto, essas palavras, para o bem e para o mal, vieram um tanto tarde. E eu concordo. Sempre é mais difícil apagar o incêndio quando o fogo já se alastrou. E o Brasil queima num incêndio incontrolável.

Estragaram a carne

A reportagem ao lado destaca dois desses manifestos. O texto da IECLB é cheio de uma linguagem excessivamente cuidadosa, que pode ser resumido num único pedido: “Vamos com calma aí, pessoal!”. 

O problema é que os ânimos estão exaltados e ninguém segura mais coisa alguma. Ninguém mais tem “ouvidos para ouvir”. Cada um só tem a sua verdade para jogar na cara do outro, prejulgamentos, arrogância ideológica e muito medo dos dois lados. Não ajuda muito esse monte de palavras viradas mais vezes sobre o fogo do que churrasco bem-passado. Viraram tanto, que estragaram a carne. 

O texto do Conic vai um pouco mais direto ao ponto em sua defesa da democracia, do estado de direito e das conquistas sociais. Mas ambos os textos revelam um indisfarçável temor de tomar algum partido, já que o povo das igrejas também está dividido. Tal divisão torna o bem e o mal uma questão partidária e não de justiça e paz.

Faltou tomar partido

Quando o assunto é defender os “pequeninos irmãos” dos quais Jesus fala, isso significa tomar partido no estilo de Jesus. Mas temo que nesse ringue político brasileiro cada um, no fundo, está apenas preocupado com o seu próprio partido e a única opção é vencer a luta.

Tomar partido nem sempre tem a ver com os muitos “P” do nosso largo espectro político-partidário. Um bom exemplo foi a Bekennende Kirche (Igreja Confessante), que tomou partido pela vida contra a morte que se desenhava no horizonte alemão do nazismo. Este é um outro modo de “tomar partido” e que se espera de uma igreja.

CLOVIS HORST LINDNER Diretor de Redação Blumenau / SC

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