Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense - 15 de dezembro de 2017
Abril 2016

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Edição - Abril 2016

Opinião

CONCORDA COMIGO? - Adotar uma criança ou não adotar?

<div>KATIANE DE OLIVEIRA ROSSI STASSUN</div>

Eis a questão. Será que realmente temos esta escolha? O fato é que é muito comum ver casais na luta por realizar o sonho da maternidade e paternidade. Extensa é a fila para adoção, longos anos de espera para conseguir adotar uma criança. A mídia noticia com muita frequência casos de infanticídio e abandono de menor em hospitais, em lixeiras...  Revoltam doridamente o coração de quem espera por uma criança em seu lar. 

Países europeus têm reinventado e aprimorado a Roda dos Expostos, conhecida no Brasil também como Roda dos Enjeitados, Janela de Moisés ou Roda da Misericórdia. Trata-se de um bercinho fixo em locais de fácil acesso, próximo a hospitais, com paredes e porta de aço, aquecido, com cobertor para o bebê e uma carta aos pais, dizendo que podem buscar a criança caso se arrependam até a adoção. Após, não será mais possível. Assim que o bebê é colocado na Baby Fenster ou Janela do Bebê, um alarme é acionado e uma equipe médica presta os primeiros atendimentos. Há uma câmera vigiando o local do berço, porém, não é possível identificar a pessoa que coloca o bebê para adoção. Há muita polêmica em torno deste mecanismo, mas parece uma segura maneira de proteger a vida dos indefesos. 

Não concordo com o sistema brasileiro de adoção, o qual insiste para que os pais ou avós fiquem com a criança sem antes investigar, se têm condições físicas, econômicas e psicológicas para dar-lhes vida digna. 

Em minha experiência na área da educação, atesto essa premissa, pois verifico crianças rejeitadas pelos pais e criadas pela avó, que só aceita mais um porque julga ser um pecado entregar para adoção. Essas crianças geralmente crescem de maneira precária, sem perspectivas melhores de vida e não raro entram para o mundo do crime. 

Será que alguém um dia fez uma pesquisa de campo ou um estudo de caso para gerar dados que viabilizem discussões a esse respeito no poder público? Tantos casais esperando de quatro a dez anos para conseguir adotar uma criança que com certeza seria muito desejada e amada. 

A lei brasileira prefere apenas punir, ao invés de criar meios para que o abandono subversivo não aconteça. Resultado disso: mães amedrontadas (sim, há motivos que são deploráveis para não querer expor uma gravidez mesmo no século 21) acabam cometendo atrocidades. O que seria evitado caso houvesse, por exemplo, a tal “roda” que salva vidas e por isso traz felicidade a lares empobrecidos pela falta da alegria que emana de uma criança.

KATIANE DE OLIVEIRA ROSSI STASSUN é neuropsicopedagoga em Massaranduba/SC

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EDIÇÃO • Abr/2016

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