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Abril 2016

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Edição - Abril 2016

Tema do Mês

Nossa Saúde - O grande desafio do câncer

<div>Um desafio para os cientistas, o câncer pode ser enfrentado com diagnóstico precoce e vida saudável.</div>

Câncer continua sendo um grande desafio para a ciência médica e isso resume-se ao fato de que o mesmo tipo de câncer, no mesmo órgão, reage de maneira muito diferente em muitos pacientes.  Câncer é o nome de uma doença que muitos pacientes e ou familiares nem gostam de pronunciar. Dizem: “Aquela doença”. É uma doença que não se restringe somente aos seres humanos, mas sim a todos os seres vivos denominados vertebrados. Nem as plantas escapam dela. Não escolhe sexo, cor, idade, religião e condição social. Todos estão sujeitos.

Muitas Causas – Câncer é uma doença que tem causa multifatorial, ou seja, são muitos os fatores que juntos desencadeiam todo o processo de desenvolvimento da patologia. Muitos são conhecidos e outros continuam uma incógnita e é exatamente este o grande desafio para a ciência. Porque todo o processo de desenvolvimento da doença ocorre no núcleo da célula, mais precisamente, no assim chamado DNA, a molécula da Vida.  

Câncer NÃO é doença contagiosa, mas muitas vezes nos perguntam, se devem separar talheres, pratos e outros utensílios e dormir em quartos separados. A resposta é NÃO. São poucos os tumores que têm fator hereditário, cito: Retinoblastoma (tumor de retina, muitas vezes o bebê já nasce com o tumor em atividade), um pequeno número de câncer do reto e também uma pequena percentagem de câncer de mama, ou seja, nesses casos a doen-ça se manifesta numa idade bem mais precoce do que normalmente ocorre e com uma agressividade muito maior.

Existe uma variedade muito grande de cânceres e a ciência não tem explicação exata para todos os fatores desencadeantes; ainda bem que, para um bom número deles, a frequência é relativamente baixa e devemos nos preocupar, sim, com os mais frequentes, porque estes têm as suas causas bem determinadas.

A maioria dos pacientes que nos procuram, apresentam tumores cujos fatores desencadeantes são muito bem conhecidos e é exatamente aí que devemos focar todo o nosso empenho no sentido de informar quais são esses fatores. Portanto, o câncer é uma doença comportamental, ou seja, ela pode se manifestar ou não, dependendo como foi o estilo de vida, os hábitos alimentares, etc. Todo mundo sabe, por exemplo, que fumar é extremamente prejudicial ao organismo. O hábito é responsável por pelo menos 90% de todos os tipos de câncer de pulmão, além de contribuir nos eventos de infarto do miocárdio e derrames (Acidente Vascular Cerebral-AVC). Junto com o álcool, responsável diretamente por tumores de boca, garganta, esôfago e bexiga.

Os hábitos alimentares são as principais causas no câncer de estômago e intestino grosso, principalmente de reto. Isto é, devemos evitar dentro do possível, alimentos industrializados como os enlatados, embutidos e defumados, pois tais produtos agridem muito a mucosa gástrica, devido aos conservantes, edulcorantes e tantos outros produtos adicionados.

Quanto ao reto, devemos ingerir mais alimentos com fibras, pois elas são responsáveis pela formação do bolo fecal. Quanto mais fibra, menos tempo o bolo fecal permanece no intestino; consequentemente, menos agressão a mucosa sofre. Isso sempre regado com bastante ingestão de líquidos, de preferência água.


Os mais comuns – Não posso esquecer-me do câncer mais frequente na mulher, o câncer de mama. O Ministério da Saúde previu para o ano de 2015, 62.000 novos casos. O diagnóstico precoce através da mamografia é a grande chance de cura. Fazer o primeiro exame aos 35 anos de idade e depois repetir aos 40 anos ou conforme orientação do ginecologista ou mastologista.

Câncer do colo uterino, terceiro tumor mais frequente, com 17.500 novos casos para 2015, o exame ginecológico anual para toda mulher que tem vida sexual ativa é a grande arma. O Ministério da Saúde recomenda o primeiro preventivo aos 25 anos, porém é sempre muito importante seguir as recomendações do ginecologista.  O segundo tumor mais frequente na mulher é o de reto. Os cuidados já foram comentados.

Para o homem, o câncer de próstata, com 62.000 novos casos em 2015, a prevenção também é a grande arma para a cura. Este câncer inicia a sua trajetória de aumento gradativo e de forma silenciosa a partir dos 50 anos de idade, quando o homem deve consultar o seu urologista. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de cura. O homem precisa perder o medo e a vergonha. Estes são os grandes entraves para o diagnóstico precoce em um bom número de casos. Tendo história familiar de câncer de próstata, recomenda-se iniciar numa idade mais precoce: 45 anos.

Tratamento – Como qualquer outra doença, o diagnóstico deve ser bem feito e ser tratado conforme recomendam os protocolos. Os principais tratamentos são: Cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e imunoterapia e envolvendo médicos nas suas diversas especialidades, também fisioterapeutas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, nutricionistas e, não raras vezes, aconselhamento espiritual. Os cuidados são sempre multiprofissionais. 

Porém, sempre aparece alguém com fórmulas mágicas, com promessas de cura quase que milagrosas. Exemplo bem típico nos dias atuais temos na droga conhecida como Fosfoetanolamina, a “Pílula do Câncer”. Conforme o Instituto Nacional do Câncer, ligado ao Ministério da Saúde, faltam evidências e são necessários estudos pré-clínicos e clínicos para confirmar a eficácia da droga. É o desespero que leva o paciente a se agarrar a qualquer promessa de ajuda ou cura.

Vida saudável – Portanto, o câncer é uma doença grave e, em um bom número de casos, pode ser letal caso não seja tratado corretamente. Grandes centros de referência já conseguem, com as armas terapêuticas disponíveis atualmente, em torno de 60% de cura. Essa é uma média de todas as formas de câncer que existem. 

 

Estilo de vida saudável: Alimentação, atividade física, sem fumo, evitar bebidas destiladas em excesso. Consumir alimentos ricos em vitamina A e C, pois elas depuram as células, retirando os radicais livres. Como vimos, depende única e exclusivamente de nós. São atitudes bem básicas, mas que fazem toda a diferença.

Dr. NIVALDO KIISTER, Serra/ES

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